terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Mas o começo.."


"Mas o começo é sempre ligado ao fim
De algo bom ou de algo ruim..."

Mês nefasto chegando ao fim. Amém! Talvez agora as coisas andem, mas deixemos de ficar esperando por influências astrológicas favoráveis e vamos andar com as próprias pernas, não é?
O desemprego ainda me assombra. Eu sei que se eu me esforça-se mais estaria na labuta, mas as coisas pra mim não continuam muito fáceis. Diabretes ainda me assombram, me atentam, me desestabilizam, e logo quando estava "praticamente bem". Mentira. É isso que dá deixar o tratamento para trás por causa de uma ilusória irrefutável melhora.
Enfim, não basta lamentar. Tem que correr atrás, botar os pingos nos "i"s da vida e pronto! estou visando um estagio muito bom por sinal. Esperar que dê certo.
Sempre tive receio com esses novos começos. Não sei ao certo se é medo, receio, pura ansiedade. Vai ver é tudo isso e mais alguma coisa. Vai ver por isso que sempre sofro com finais, desapegos... trabalhar com isso mais tarde.


Musica que não sai da cabeça.




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Playground Love



O saudosismo invadiu-me estes dias. Consequência. Mera consequencia dos últimos acontecimentos e nada mais.Minto! Sempre fui saudosista, uma eterna nostálgica. Devo só ter acentuado este estado, ultimamente.
Resolvendo alguns assuntos inacabados. Ando somente tentando por em ordem o caos que andava a minha vida nestes últimos anos. Reencontrei amigos, afugentei pessoas desagradáveis, abri meus olhos para outras.Libertei-me de fantasmas do passado, amem. Nada mal para a primeira fase de um novo recomeço que eu relutei em querer.
Mas remetendo a estes reencontros, semana passada reuni-me com amigos de colégio. Digamos que teriam uns 2 anos que nunca mais nos tínhamos visto. Sentamos na velha e boa mesa do Arpoador, apreciando a estupidamente gelada brahminha básica com o mais perfeito frango desossado da cidade, e da-lhe conversas e gargalhadas. Cada lembrança, cada cana, cada momentos de sufoco com estudos ou problemas que na epoca eram quase irresolúveis. Lembro-me dos motins, das greves que fazíamos na cantina por causa dos "preços inflacionados", das festinhas na casa do Gustavo e dos "churrascos sem carne" aqui em casa, dos amores. Amores platônicos, em especial.
Ah, os amores platônicos... sempre gostei quando mais nova desse sentimento oculto, belo e inalcançável. Era como um passatempo, na época, prazeroso, de certa forma.Não sei bem explicar o porque, talvez pelo fato de gostar de alguém sem esperar nada, sem sofrimentos ou angustias( no caso, verdadeiras angustias ). Sentia-me bem por ter a pessoa perto, saber se ele estava feliz. Não importava se era reciproco, era um amor puro e ingênuo. Tempos de colégio...colecionei tantos desses amores. Alguns ,tempos depois, vieram atrás de mim( boa parte fiquei por "consideração" ao platonismo do passado, mas todos simplesmente não senti nada demais) , outros tornei-me amiga, o restante nunca nem mais tive noticias ou simplesmente ignoro. O fato é que essa ingênualidade do passado acaba... Uma pena.

( http://www.youtube.com/watch?v=eLnrXNXO1FE&feature=PlayList&p=EBC96607F7F7DC36&index=0&playnext=1 )